INSPIRAÇÕES

E SE CADA BAIRRO DE SÃO PAULO TIVESSE UM LOGOTIPO? 
Conheça o Identidade SP


Qual é a história do bairro onde  você mora? Foi uma pergunta como essa que motivou o designer gráfico Pedro Campos a criar um projeto autoral que tem por objetivo representar os bairros da cidade de São Paulo com logotipos que contam sua história e mostram suas tradições. Apesar de a ideia ter surgido em 2009, foi só recentemente que o designer decidiu dar vida ao projeto, criando o Identidade SP. O objetivo é criar um logotipo para cada bairro de São Paulo, trazendo informações sobre suas origens e tradições. O processo de criação é trabalhoso. Primeiro, vem a pesquisa: Pedro busca informações sobre a história do nome do bairro e suas tradições. Logo após, rascunha algumas ideias para então construir um logotipo baseado nos elementos fundamentais do bairro em questão. Confira abaixo alguns logos já criados. Acesse o site do projeto e sua página no Facebook para saber mais.

BROOKLIN NOVO
As terras, antes de se tornarem o bairro que conhecemos hoje, eram propriedades
alemã. Brooklin, em alemão da idade média, significa "Ponte Pequena". Porém, o nome foi uma homenagem da companhia Light, responsável pela eletricidade, ao condado norte americano Brooklyn de Nova York. Tempos depois, o Brooklin Paulista foi divido como o Brooklin Velho e Brooklin Novo. A ponte estaiada, localizada no Brooklin Novo é um dos mais famosos cartões postais da cidade e foi representada no logotipo.

BUTANTÃ

Em Tupi significa "Terra Duríssima" ou "Terra de Taipa". Desta vez o logotipo refere-se a um dos principais centros de pesquisa biomédica, reconhecida mundialmente, responsável pela produção de mais de 80% de soros e vacinas consumidas no país. Responsável também pelo desenvolvimento da região, conta com um parque, três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico) além do Hospital Vital Brasil, uma biblioteca e um serpentário. O bairro é representado graficamente por uma espécie de serpente nativa das Américas, a cobra coral.



O primeiro logotipo do projeto é uma representação do Marco Zero de São Paulo. O monumento, localizado na Praça da Sé é o centro geográfico da cidade e a partir dele, foram estabelecidas as medições de distância das vias públicas e rodovias estaduais. A Igreja matriz, ou SÉ, "batizou" o bairro que conhecemos hoje. A catedral, está representada em duas das faces e, abaixo, o ano de fundação do bairro, em 1.554


HIGIENÓPOLIS
(A história do bairro ainda está em construção pelos pesquisadores)

ITAIM BIBI

Em Tupi-Guarani significa "Pedra Pequena". 
"Bibi" era o apelido de Leopoldo Couto de Magalhães, antigo proprietário das terras que deram origem ao bairro. Para não haver confusão com o Itaim Paulista, o povo dizia; "O Itaim do Bibi". que de tão popular, tornou-se oficial. A intensa vida noturna do bairro é representada pelas taças e três pequenas pedras complementam a identidade do bairro, relembrando a origem de seu nome.


JAÇANÃ

Por volta de 1.870 a região era conhecida como Uroguapira que em tupi, significa; "Terra que tem ouro". Realmente na época, havia uma crença que a região era rica em ouro, mas tudo não se passava de um grande boato. O nome fora alterado então para Sítio  Guapira, que significa: "Lavra" , "corredeira" ou "cortado"; o último talvez com referências a serrotes.

Somente em 1.930 o bairro ficou conhecido como: Jaçanã - Ave ribeirinha de peito vermelho, muito comum na região. Nesta época o então bairro do Jaçanã era conhecido como zona hospitalar, pois o clima da região, cercado de colinas, parecia favorecer a construção de clínicas de recuperação, asilos, leprosários e sanatórios.

Com a chegada da estrada de ferro da Cantareira, o bairro tornou-se também residencial.
Em 1.964, ganhou fama nacional. Foi imortalizado na composição "Trem das Onze" com o verso: "Moro em Jaçanã, seu eu perder esse trem, que sai agora as onze horas, só amanhã de manhã" do mais paulistano dos sambistas, Adoniran Barbosa.

O logotipo homenageia o bairro, Adoniran e a importância cultural do verdadeiro samba paulistano que, por meio da música, colocou o bairro na boca do povo.


LIBERDADE

O maior reduto da comunidade japonesa na cidade, foi representado por um dos símbolos mais importantes de sua cultura, o Torii. Um monumento xintoísta que indica a entrada para um território sagrado.




LIMÃO

Um pé de limão bravo. Foi o que encontraram os primeiros a chegarem na região, antigos colonos da Freguesia do Ó. Verdade ou mito, o nome foi oficializado. O logotipo contém o tradicional limão-tahiti e o limão bravo, de tom alaranjado.



MOEMA

Entre as versões existentes sobre a origem do nome do bairro, a que homenageia a personagem homônima, da obra "Caramuru - Poema Épico do Descobrimento da Bahia" de Santa Rita Durão, foi a escolhida para compor sua identidade. A história conta que Moema, a índia tupinambá, morre afogada numa tentativa desesperada de alcançar seu grande amor platônico, o náufrago português Diogo Álvares, que  depois de tempos vivendo em meio aos índios brasileiros, acabara de embarcar rumo a Europa, junto a sua esposa Paraguaçu, também nativa da região. As penas referem-se a estes 3 personagens. O bairro foi fundado em 1.954, chamava-se Indianópolis que, por meio de um abaixo assinado dos moradores e comerciantes locais, ganhou sua "independência" e, em 1.987, passou a se chamar oficialmente, Moema.


MOOCA

Entre as versões sobre o significado da palavra Moóca, a que tem maior credibilidade histórica, conta que, no início da colonização, os índios viam os brancos construindo suas casas e exclamavam: "moo-oca" - Numa tradução livres do Tupi-Guarani "Faz Casa". Povoado em sua maioria por portugueses, espanhóis e negros, só ganhou outras feições com a chegada daqueles que dariam uma nova vida a região: Os italianos com a "A grande imigração". O desenvolvimento do bairro veio com as primeiras fábricas de massa,  cervejeiras e o Clube Paulista de Corrida de Cavalo. O progresso chegava definitivamente à Mooca, dando-lhe o perfil industrial notado até os dias de hoje.

A grande imigração dos italianos, principal fator que caracterizou a Mooca do jeito que conhecemos hoje, foi a principal inspiração para o logotipo, portanto, o Museu da Imigração do Estado de São Paulo, foi escolhido para representar este tradicional bairro.

Muitos afirmam que o museu está localizado no Brás, mas de acordo com a empresa Correios e o próprio Museu, atualmente pertence a Mooca.


PACAEMBU

Nada mais justo que representar o bairro pela sua principal referência. O Estádio Paulo Machado de Carvalho, o famoso Estádio do Pacaembu. Em Tupi-Guarani, Pacaembu significa "Arroio das Pacas". Antigamente, encontrada em todo Brasil, esta espécie de roedor, está representada junto a data de fundação  do bairro.


PINHEIROS

Muitos acreditam que na região havia uma grande quantidade de pinheiros e, por isso, o bairro herdou este nome. Sabe-se que, em 1.562, portugueses e índios catequizados resistiram a um forte ataque realizado por índios inimigos à Vila de São Paulo de Piratininga. Após o conflito, a construção do forte de Embuaçava, fez com que a população nativa fosse movida para um local conhecido como Nossa Senhora dos Pinheiros. Um fato histórico é que, em 1.584, uma multa de 500 réis era aplicada para quem cortasse alguma árvore do bosque dos Pinheiros da Rua São José (Atual Paes Leme). O Bairro é um dos mais antigos e famosos de São Paulo e, foi representado conforme seu nome.


SANTA EFIGÊNIA

(A história do bairro ainda está em construção pelos pesquisadores)




SANTO AMARO

Virapuera, Jeribatiba, Ibirapuera, Santo Amaro de Virapuera e, finalmente, Santo Amaro - homenagem dos Jesuítas que trouxeram de Portugal uma imagem do santo. Foram muitos os nomes, assim como os fatos que compõem a história do bairro. Primeiro aldeia, depois freguesia, vila; até que em 1.832, Santo Amaro passou a ser um município, e assim ficou por 103 anos, até que em Fevereiro de 1.935, o interventor federal, e depois governador, Armando Sales de Oliveira, anexou-o à cidade de São Paulo.

Em Santo Amaro nasceu o bandeirante Manuel Borba Gato, o "Caçador de Esmeraldas". Sua fama era tamanha que foram necessários 06 anos, mais de 20 toneladas de concreto, cacos de mármore e basalto para a construção da estátua, com mais de 10 metros de altura, em sua homenagem. Obra do escultor Júlio Guerra, inaugurada em 1.963. O artista utilizou trilhos de bonde para segurar a estrutura de concreto.

Adorado por alguns, odiado por outros, a estátua tornou-se uma das obras mais conhecidas de São Paulo. É representada junto a um fundo árido e sem cor, com 3 penas vermelhas anexadas abaixo da data de fundação do bairro, com intenção de provocar uma reflexão sobre este tema tão polêmico e controverso.

Anti-Homenagem

Através do concurso do MinC/PHAN "Arte e Patrimônio 2007, o artista Plástico João Loureiro teve a oportunidade de implantar monumento em anti-homenagem ao bandeirante, baseado na estátua paulistana, no municipio de São Miguel das Missões/RS, próximo ao sitio arqueológico da redução jesuítica de São Miguel Arcanjo. A ideia do trabalho é lembrar as capturas e massacres de índios considerados "domesticados" cometidos pelos bandeirantes na região das reduções. O trabalho consiste em um busto inclinado enterrado alguns metros abaixo do solo e enclausurado em vidro, com acesso por uma escada.


Todos os créditos são devidos à Pedro Campos Designer e seu projeto na integra, você pode conhecer em: www.identidadesp.com.br A história da cidade de São Paulo, bairro a bairro.






DESENHO A CANETA

Apesar de simples, uma caneta esconde um enorme potencial. Um esboço, um texto, um plano estratégico. Tudo pode começar com alguns movimentos da caneta sobre o papel. 

O resultado, claro, depende de quem a manuseia. No caso de Johannes Siemensmeyer, o resultado são incríveis ilustrações retratando diversos ícones como Pelé, Marilyn Monroe e Ayrton Senna. Os detalhes, bem como o estilo de cada ilustração são de impressionar. 

Confira abaixo:






Você pode conferir mais ainda através do link: www.designerd.com.br. Além de outras inspirações surpreendentes para quem gosta de design. Os créditos são do site Designerd de Guilherme Dantas.


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